Rachel Esther Figner Sisson nasceu no Rio de Janeiro no dia 08/10/1928. Filha de Roberto Henrique Faller Sisson e Leontina Figner.

Seu avô, Frederico Figner, foi um grande e conhecido industrial fundador da Casa Edison, responsável pela gravação de musica popular brasileira no começo do século XX. Dentre os Sisson, destaca-se Sebastien Auguste Sisson, gravurista do século XIX autor do livro “Galeria dos Brasileiros Ilustres”.

A jovem Rachel Sisson completou os cursos básicos no Colégio Andrews no Rio de Janeiro. Aos 16 anos foi aluna de Axel Lescoschek, professor austríaco famoso pela sua excepcional técnica e didática em xilogravura e ilustração.

Já aos 18 anos, viajou para os Estados Unidos onde morou e estudou durante 3 anos na Califórnia, Estados Unidos, formando-se no Departamento de Artes da Universidade de Berkeley com menção honrosa. De volta ao Brasil, formou-se arquiteta pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, atual UFRJ.

Casou-se com o também arquiteto Wit-Olaf Prochnik, urbanista responsável por diversos e importantes projetos em todo o Brasil, falecido em 1983.  Wit-Olaf e Rachel tiveram três filhos: Victor Prochnik e Marta Prochnik, economistas, e Maurício Leon Prochnik, arquiteto. A família cresceu e nasceram seus quatro netos: Luisa, Eduardo, Julia e João. Enquanto esteve casada, assinou seus trabalhos como Rachel Esther Prochnik, adotando o sobrenome de Wit-Olaf.

Em 1962, foi contratada como arquiteta pela Superintendência de Urbanização e Saneamento da Secretaria de Obras Públicas do então Estado da Guanabara – SURSAN. A partir daí, foi nomeada para diversos cargos - no Estado e, posteriormente, na Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro - e em todos exerceu funções relacionadas às questões urbanas e ao patrimônio do município e do estado do Rio.

A paixão da arquiteta pela cidade reflete-se em seus inúmeros trabalhos e diversos prêmios conquistados ao longo de sua vida, esses reconhecidos também nos meios acadêmicos e entre os arquitetos e pesquisadores por sua qualidade e ineditismo. Com os netos, gosta de passear no centro do Rio, contando histórias sobre cada rua, cada igreja, transferindo seu amor pela cidade para as próximas gerações.

Atualmente, Rachel Sisson revisa seus textos preparando-os para futuras publicações.

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