Gênero

Documentário

 

 

Burle Marx - parte I

Burle Marx - parte II

Tipo Curta Metragem/sonoro
Material original 16mm, cor, 15min, 170m, 24q
Data e local de produção 1970 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil
Argumento/roteiro Rachel Sisson
Produtor Renato Neumann
Produtor Associado Giuliana Rasetti, Rachel Sisson
Diretor Rachel Sisson
Diretor de fotografia Renato Neumann
Montagem Renato Neumann
Narração Talula Campos
Laboratório Lider Cinematográfica

Estúdio de som

Laboratório Lider
Certificados Censura Federal, boa qualidade, livre exportação
INC Classificação especial

 

O documentário aborda a formação do paisagista, seus principais   jardins no Brasil e no estrangeiro e sua produção artística complementar - (pintura, tapeçarias, jóias, etc.) O filme começa em Berlim, nos jardins botânicos de Dahlen, onde, sob o impacto das coleções de plantas tropicais reunidas em grandes estufas, o jovem Roberto Burle Marx se decidiu pelo paisagismo.

Como testemunhos de obra marcante em sua individualidade – devida, inclusive, à maciça ostentação de raízes culturais brasileiras -, foram documentados diversos jardins públicos e particulares, tais como, em diferentes locais, os das residências Odette Monteiro, Paula Machado, Moreira Salles, Somló e Olivo Gomes; no Rio, os jardins do antigo prédio do Ministério de Educação, e os do Parque do Flamengo, e, em Brasília, os do Palácio dos Arcos. De seus projetos até então executados no estrangeiro aparecem os seis pátios do prédio da  UNESCO em Paris e o Parque del Este, em Caracas.   

No Rio, o paisagista aparece mostrando seus trabalhos no atelier do Leme,  fazendo compras na feira e observando o Carnaval de rua. Nos arredores da cidade, em  seu sítio de Guaratiba, ele é visto  percorrendo estufas e viveiros, e na varanda, pintando. Em Brasília há uma bela seqüência em que Burle Marx e Bruno Giorgi - outro ilustre artista -, caminham dialogando ao longo dos jardins do Palácio dos Arcos.

Arranjos de flores, jóias, pinturas, tapeçarias, muros de granito ou revestidos de azulejos, demonstram a unidade da obra em seu conjunto e o magistral uso contemporâneo  de elementos tradicionais de nossa arte e de nossa arquitetura.

É a seu desempenho como paisagista, entretanto - imponente núcleo de uma constelação de  realizações - que Roberto Burle Marx, pelo pioneirismo,  originalidade,  amplitude e atualíssimas implicações de sua obra, pode ser considerado como nosso talento ímpar nas artes ambientais do século XX.